Um baú de meio século se abriu
Sob o lume de um candeeiro enfeitiçado;
Trouxe histórias que este século não viu…
Tantos tempos se encontrando, lado a lado.

Um baú de meio século luziu
As estrelas desse conto bem contado;
Foi o medo, quando Pedro sucumbiu…
Foi coragem nas trincheiras do Sobrado!

A figueira centenária tem memória
E revela incursões de bem e mal,
Quando um povo definiu sua trajetória
Nas pegadas de um Fandango ou Juvenal!

Um baú de meio século se abriu
E mostrou um povo forte, sempre em pé;
Lá de cima, ao certo, Érico sorriu,
Dando um “buenas” pra Licurgo em Santa Fé!

Vem Bibiana, moça linda, perfumada…
Olhos firmes na porteira e na amplidão;
Vó Bibiana vem chegando, já cansada…
Olhos tristes, a esperar seu Capitão.

Entre rocas e batalhas canta o vento…
A semente desta gente germinou;
Cambará enraizado pelo tempo
Que um baú de meio século guardou!

UM BAÚ DE MEIO SÉCULO
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