(Mauro Marques/Mano Oliveira)
Intérprete: Flávio Hanssenn

Eu sei lá por que larguei
tantas tralhas por ai,
acidentando os caminhos
alienando os destinos!
Ficaram, pelas esquinas,
pelos balcões dos bolichos,
no santuário dos copos,
no veneno dos cochichos.
Ficaram, rasgando almas,
qual fantasmas ambulantes,
amparando os vacilantes,
acolhendo os teatinos.
Sempre haverá quem recolha,
do resíduo das tragédias,
a verdade escondida
e a lição dos infelizes.
Eu sei lá porsque deixei
espalhadas por aí,
as figuras que adotei
e as canções que eu esqueci,
tomaram rumos estranhos,
perdidas nas ventanias,
desgarradas dos rebanhos
feita falsa euforias,
ficaram, rasgando almas
qual fantasmas ambulantes,
amparando os vacilantes,
acolhendo os teatinos.
Sempre haverá quem recolha,
do resíduo das tragédias,
a verdade escondida
e a lição dos infelizes;
quem leia nas entrelinhas;
quem busque a trilha dos sonhos;
quem saiba ouvir os silêncios;
quem ache o rumo da vida…
sempre haverá que descubra,
 
em meio à tralha perdida,
a poção das cicatrizes
em outro ponto de partida.

Teclado: Dado Jaeger
Percussâo: Chicão Dorneles
Bateria: Felipi Lua
Baixo e Vocal: Paulo Deniz Júnior
Violão e Vocal: Mauro Marques
Trompete: Joginho do Trompete
Sax tenor: Luizinho Santos
Arranjo: Coletivo