MILONGA MOURA

Um passado otomano, neste sul-americano… Português e castelhano! Nessas tendas da fronteira, telas de seda vermelha… E chibeiros mascateando!   A bombacha de riscado! Fundo negro salpicado Cor do pêlo desses potros! Um cordeiro bem carneado, o vinho tinto chibeado…

BALAINHO

“Quero ver maçacaia mexer, Pena no tambor repicar, A negrada cantando do topo do morro Até a beira do mar…”   Balainho atado… na perna com fé Vai marcando cantigas… batendo com os pé No bater do tambor soa meu

APRENDIZAGEM

                   Se hoje o barco em que eu navego                    Já não teme singrar águas revoltas                    É porque as curvas misteriosas desse rio                    (que há tempos já não nego)                    Sabem há muito que estou pronto                    E