Mazurca

Letra: Jaime Brum Carlos e Flaubiano Silveira Lima
Música: Maryse Bender
Intérprete: Leo Almeida

Quando o sol se recolhe no poente
a prenunciar o açoite das geadas
asas leves traçam novos horizontes
emoldurados em serenas revoadas.

Voando ao longe, em bando, as andorinhas,
levam no dorso a opala do céu azul.
Nas plumas brancas do peito levam paz
pra os mesmos rumos que as trarão de volta ao sul.

Mas este universo que tem cor de ouro
pra quem é livre no voar altivo,
tem cor de bronze pra quem não tem asas
e cor de sangue pra quem é cativo.

O eterno revoar das andorinhas
simboliza a verdadeira liberdade.
Pra quem vai e vem só por gostar da volta
o mundo é pleno de amenidades.

Nestas ocasiões de verões que findam,
as andorinhas, no planar das asas,
levam os sonhos de quem parte junto
e deixam anseios pra quem fica em casa.

Para os que partem carregando penas,
sem as asas serenas pra voar
o universo é um recanto, apenas,
onde se escondem os rumos de voltar.

Hilton Vaccari: violão
Texo Cabral: flauta
José Cláudio Monteiro: bandoneon