Milonga

Letra: Airton Pimentel
Música: Pedro Leandro S. Silveira
Intérprete: Daniel Torres

A dor que me queima por dentro
Morava escondida a espreita.
Assistindo-me aguardando um momento
Para incinerar a esperança
Que me era fonte, onde brotavam flores.
Será, será, será, será…!
Que alcançaremos a paz gloriosa
Do amor acalentado nos corações sonhadores.
Se as ambições campeiam
Nesse mal social que nos destrói.
que nos nega o teto,
Que nos tira o pão,
Promove mercenários.
Que enjeita os meninos,
Que cria assassinos,
Prostitui os moços,
Abandona os velhos,
elege insensatos,
Censura poetas.
Ah! Poema frio!
Punhal de gelo!
Será, será, será, será…!

Punhal de gelo
Que me dilacera.
Que me põe inútil
E vulnerável
À sanha gulosa
Destes predadores.
Onde acabará essa aflição meu Deus.
Verga-me o chumbo
desse pesadelo.
Vamos consagrar
Apressadamente o bem social.
será, será, será, será…!

Plauto Cruz: flauta
Carlos Catuípe: violão
Pedro Guerra: violão e voz

PUNHAL DE GELO
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