…Meu divino salvador, teu rebanho aqui está
Capitão desse reinado, dá licença pra louvar

Quando vi o terreiro da casa
Com a Guarda do Congo eu cantei
Lá no meio a bandeira sagrada
Com o Terno de Reis eu rezei
Foi no meio de uma folia
Que Sinhana encontrou seu amor
Violeiro, rei da cantoria
E o primeiro galo cantou

O Batuque levantou poeira
Falou coisas de outro lugar
Uma história de alma cancioneira
Tão antiga, vinda de além-mar
Foi no meio de uma folia
Que Sinhana encontrou seu amor
Violeiro, rei da cantoria
E o primeiro galo cantou

O couro da caixa repicou bonito
Na cambito de madeira
Toda a fé no Sagrado Eterno
E a força do ramo da benzedeira
Deu no vento do chão de Angola
O canto de fé da nação inteira

Rebenta coco, calango na imbigada, congada
Chá de quitoco pra regar a brincadeira
Zequinha conta que tocou para a moçada, que nada!
Foi a vitrola que ele comprou lá na feira

FOLIA DO TEMPO
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