(Vírgilio Nunes Maia/ Paulo de Tarsoa)
IntérpreteIChico Barreto

Do sertão mais profundo em disparada
Um vaqueiro me trouxe esta comenda
Par de esporas antidas sem emenda
Que um ourivs lavrou na pura prata

Guardem-se as mais rubras cavalgadas
Passo tardes mugidos de mil bois
Os aboios de outrora e os de depois
E as venturas de um tempo que passou

Que entre matas e pedras pelejou
sobre os riscos de sal que deus dispôs

Num galope de sonho e pesadelo
Retornei ao sertão do nunca mais
Repetindo no brilho dos metais
A figura de incerto cangaceiro

Para sempre despi-me dos meus medos
Arrancando na noite uma botija
As esporas que deu são mais bonitas
Que as estrelas de céu no mês de agosto

São as asas de fogo do sol posto
Sua prata clamando a pedra rija.

Percussão: Joaquim Ernesto
Violão: Paulo de Tarso
Teclado: Tarcísio Sardinha
Vocal: Gaudino
Flauta: Texo Cabral
Bateria: Alemão do Bororé
Baixo: Clovis Boca Freire
Arranjo: Tarcísio Sardinha

ESPORAS DE PRATA
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