Letra: Jaime Vaz Brasil
Música: Pery Souza
Intérprete: Pery Souza

Enquanto o tempo desenhava,
Teu rosto dentro de meu corpo,
Saudade em dó menor cantei mil vezes.

Falei de nós um tanto triste,
E um bandoneon chorou comigo,
Amor, quando é amor, não morre nunca.

(E pra fugir de cada sombra
da solidão que erguia os olhos,
me disfarcei na dor de um sustenido).

Amor quem sabe um dia desses
no espelho da milonga eu veja
teu beijo renascido num segundo.

Porti, amor, cantei o mundo
em noites longas que aprendia
a amar em sol maior
e tempestades…

Amar nas ruas, bares, campos
amar em solos de guitarra
amar com toda voz
e em silêncio.

amar como se poderia
meu coração de milonga.

Quem sabe ler paixões humanas
na vida, sempre tão estranha
se o amor às vezes fecha toda a casa?

Andei por mares, vales, luas
andei em pedras, muros, portos,
amor, varei coxilhas do avesso.

(E andei no ratro do teu nome
no meu cavalo de brinquedo
colhendo a flor azul que me pedias).

Amor quem sabe um dia desses
na alma da milonga eu veja
a face calme e breve das respostas…

Violão base: Pery Souza
Violão: Alejandro Massiotti
Cello: Ricardo Pereyra
Arranjo: Ricardo Pereyra

CORAÇÃO DE MILONGA
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